LIGA RETRO – Somente Hoje!

Brasil x Estados Unidos – Transmissão ao vivo

Brasil x EUA lutam pelo título da Copa das Confederações. Assista a transmissão ao vivo a partir das 14h30m – Clique na Imagem abaixo

SOCCER-CONFEDERATIONS/EGYPT

Africa do Sul x Brasil – Transmissão ao vivo

Brasil encara vuvuzelas, Joel Santana, Mandela e África do Sul para ir à final

Qual o símbolo da Copa das Confederações? A seleção “Bafana Bafana”, treinada por Joel Santana? Nelson Mandela, líder da luta contra o racismo que ficou quase 28 anos preso? Ou as vuvuzelas, a “arma barulhenta” dos torcedores no estádio? Todos eles estarão unidos nesta quinta-feira contra o Brasil, às 15h30m (de Brasília), na semifinal em Joanesburgo. Para chegar à decisão, o time de Dunga terá que enfrentar a benção de Mandela à equipe local, a malandragem do “Papai Joel” e as cornetas, que estarão presentes nas mãos de quase todas as 60 mil pessoas no Ellis Park.

Thiago Dias/GLOBOESPORTE.COM

Funcionários trabalham em ritmo intenso para dar conta dos pedidos de vuvuzelas a tempo

- É o nosso talismã. A vuvuzela dá sorte ao futebol sul-africano. Li que os jogadores brasileiros não gostaram, mas a cultura local deve ser respeitada. Espero que a vuvuzela ajude a África do Sul a vencer o Brasil – disse a empresária Julia Mack, dona de uma fábrica de cornetas em Joanesburgo há seis anos.

O GLOBOESPORTE.COM visitou duas empresas que produzem as vuvuzelas: a Lumoss, de Julia, e a Plastic Printers, de Nevil Cohen, um apaixonado pelo futebol brasileiro e que estava no estádio Sarriá quando a Itália eliminou o Brasil no Mundial de 1982. Os dois reconhecem que o barulho é chato, mas não têm do que reclamar: o faturamento está alto.

- Estou vendendo até nove mil cornetas por semana. Normalmente, vendemos cinco mil por mês. Tem gente que só vai ao estádio por causa da vuvuzela. Mas muita gente não vai porque odeia as vuvuzelas. No rúgbi, é proibido entrar com vuvuzelas nos estádios – contou Nevil, que trabalha com 40 funcionários e produziu um modelo canarinho da corneta apenas para o público brasileiro ver (como não tem autorização da CBF, não irá vendê-lo).

GALERIA DE FOTOS: conheça um pouco mais as vuvuzelas

- Minha produção cresceu 52% por causa da Copa das Confederações. Acho que vai ser o dobro disso na Copa do Mundo ano que vem. Já estou acostumada ao barulho, pois convivo com isso todos os dias – afirmou Julia.

Thiago Dias/GLOBOESPORTE.COM

Sem a autorização da CBF, as vuvuzelas da seleção brasileira não poderão ser vendidas

Na seleção sul-africana, a corneta é considerada o “12o jogador” pelos comandados de Joel.

- Nós gostamos do barulho, já estamos acostumados com ele. Mas se os brasileiros reclamaram, peço ao torcedor que sopre ainda mais forte, porque isso vai nos ajudar bastante – afirmou o goleiro reserva Rowen Fernandez.

- Os jogadores estão otimistas e nossa torcida vai comparecer fazendo aquele barulhinho que vocês tanto gostam – completou o técnico dos “Bafana Bafana”.

O jogo entre Brasil e África do Sul é o mais esperado pela população no torneio. O rúgbi é o esporte preferido dos brancos, mas a maioria negra ama futebol. Em Soweto, onde o time de Dunga treinou na terça, um grupo de vendedores ambulantes resumiu o que o povo sente pela camisa amarelinha.

- Nós comemos futebol, vivemos futebol. E a seleção brasileira é a maior de todas. É um futebol diferente. Depois do jogo eu respondo se gostei ou não do Joel Santana (risos) – brincou Mbuso, de 22 anos, vestido com um uniforme do Orlando Pirates, um dos mais populares do país.

BRASIL ÁFRICA DO SUL
Julio César, Maicon, Lúcio, Miranda (Luisão), André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires, Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Mhlongo, Dikgacoi, Tshabalala, Modise e Pienaar; Parker (Mashego ou Fanteni).
Técnico: Dunga. Técnico: Joel Santana.
Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo. Data: 25/06/2009. Horário: 15h30m. Árbitro: Massimo Busacca (SUI) Auxiliares: Mathias Arnett (SUI) e Francesco Buragina (SUI)
Transmissão: O GLOBOESPORTE.COM, a TV Globo e o SporTV exibem a partida ao vivo.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 15h30m (de Brasília).

As “Marias Chuteiras” mais lindas do mundo

Fonte: Site SFBr

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Seleção Brasileira Interessante Novamente

cbf
Faz algum tempo que a seleção foi uma paixão absoluta que mexia com nosso sentimento, nos encantava e nos orgulhava. Com o tempo isso diminuiu e muito.

De fato, nossos principais jogadores não jogam mais em Botafogo, Vasco, Corinthians, Palmeiras, enfim, times tradicionais brasileiros. Somando a decepção diante da França em 2006, nos fez diminuir muito o interesse em acompanhar a seleção canarinho.

Demos exclusividade a nossa paixão pelo clube de coração. Porque agora ele cai mesmo de divisão, é levado com mais seriedade pelos responsáveis, e é defendido intensamente por nós na cruel internet. Conseguimos acompanhar os jogadores de perto e interessamos nas mirabolantes montagens de elenco.

Mas nesse ano parece que as coisas mudaram. Vamos ver os fatos que fizeram a seleção tornar-se mais interessante:

1º A vinda de Ronaldo e Adriano, amados e admirados por todos no mundo, fazendo com que a gente torça para eles voltarem a seleção.

2º Por agora, nossa seleção não é mais tão forte, logo, jogadores de nossos clubes têm mais chance de vestir a amarelinha.

3º E mais importante, após a decepção de 2006, contrataram alguém com pouca experiência para comandar a seleção e que não atraía o público em geral. Mas com os 2 últimos resultados positivos, Dunga, por hora, transformou-se em um técnico bom.

Enfim, a fase de apenas jogadores de times estrangeiros vestirem a amarelinha enjoou. Estamos voltamos ao bom e velho costume de ver jogadores de nossos clubes na seleção. Vide nossa felicidade com o gol de Nilmar e a convocação dos demais jogadores de clubes brasileiros.

Finalmente com uma boa apresentação no Brasil, o Dunga fazendo a gente rever os nossos conceitos sobre ele e vendo algumas pratas da casa vestindo a amarelinha, transformou a seleção brasileira interessante novamente.

Eduardo Bernardes Ramos

Brasil x Paraguai – Transmissão ao vivo

Longe do filho e perto de recorde, Kaká lidera o Brasil contra o Paraguai

Luca, filho do meia, completa um ano. E o brasileiro quer um gol em cima do Paraguai para homenageá-lo e igualar marca de Zico e Romário na seleção

Thiago Lavinas/GLOBOESPORTE.COM

No Recife, Kaká veste camisa da seleção brasileira com homenagem ao aniversário do filho Luca

O dia é especial para Kaká. Nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o filho do craque, Luca, completa um ano de idade. Concentrado com a seleção para o jogo contra o Paraguai, às 21h50m, no estádio do Arruda, no Recife, pela 14ª rodada das eliminatórias, o meia vai passar a importante data longe do primogênito. Um sacrifício necessário para ajudar o Brasil a se classificar para a Copa do Mundo de 2010 e que seria amenizado com um presente dentro de campo: um gol.

Se balançar a rede, Kaká revelou que vai dedicar o gol a Luca. E também vai igualar a marca de Zico e Romário como o maior artilheiro da seleção nas eliminatórias com 11 gols. Uma festa completa para o craque e para a torcida brasileira. A partida será transmitida ao vivo pela Rede Globo e terá
acompanhamento em tempo real pelo GLOBOESPORTE.COM.

Os 2.670 quilômetros de distância entre Recife e São Paulo, cidade em que estão Luca e a esposa Caroline, são encurtados via Internet. Além do tradicional telefonema, Kaká vai dar os parabéns ao filho com a ajuda de uma webcam. Luca já reconhece a imagem do pai na tela do computador. O inocente sorriso ao vê-lo serve de inspiração para o jogador.

- Realmente as pessoas não sabem o sacrifício que muitas vezes a gente faz. Ficar longe de casa é difícil. Meu filho completa um ano e vou estar longe dele. Mas com certeza vou estar em campo e ele vai ser uma motivação para mim. Toda vez que entro em campo a minha família é uma motivação, corro também pelo meu filho. Fazer um gol no dia do aniversário dele me deixaria muito feliz – disse Kaká.

Agência/Divulgação

Kaká e Caroline nos primeiros meses de Luca

Luca, que nasceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com 51cm e 3,600kg, fala poucas palavras. Mas, lógico, já aprendeu o tradicional “papai”.

- Fazer um gol no dia do aniversário dele me deixaria muito feliz – completou o meia, que na última segunda-feira anunciou oficialmente o acerto com o Real Madrid por seis temporadas e virou mais um “galáctico”.

Dos 23 jogadores da seleção brasileira, apenas oito ainda não são pais. Gilberto Silva, por exemplo, entende bem o sentimento de Kaká, que não vai participar da festa de aniversário de Luca. No ano passado, o volante servia a seleção quando passou a data longe da filha Isabella.

- A gente mata a saudade por telefone. Não tem outro jeito. Todo jogador está aqui com uma satisfação muito grande e se sacrificar em prol da seleção. Todos vestem essa camisa com maior orgulho, com o maior amor do mundo. 
Os jogadores da seleção brasileira vão ficar praticamente um mês concentrados e longe da família. Por isso, aproveitam algumas chances para diminuir a saudade. Foi o que fez Daniel Alves, que no último sábado após marcar um gol em cima do Uruguai, beijou uma tatuagem da esposa que tem no braço direito.

– Quem está por trás nos incentivando nos momentos difíceis merece esse tipo de homenagem. Temos que lembrar de quem gosta da gente. Por isso dediquei o gol à minha esposa. Ainda bem que inventaram o telefone, para a gente se comunicar com os familiares e matar um pouco a saudade. Somos privilegiados de estarmos na seleção e, com isso, sei que os nossos familiares estão felizes de ver a gente representando o país – disse Daniel Alves.

Jorge William/O GloboDunga faz mistério sobre o companheiro de Robinho

Sem Luís Fabiano, expulso na partida contra o Uruguai, no último sábado, Dunga preferiu fazer mistério sobre quem será o companheiro de Robinho no ataque. Alexandre Pato e Nilmar disputam a vaga, com uma pequena vantagem para o jogador do Milan.

Uma vitória vai deixar o Brasil muito perto da classificação para a Copa do Mundo. Atualmente, a seleção está em primeiro com 24 pontos ao lado do próprio Paraguai, sete a mais do que o Uruguai, que está em quinto e que precisaria disputar uma repescagem para conseguir a vaga.

- O nosso principal objetivo no ano é a classificação para a Copa. Quando mais cedo a gente conquistar a vaga, melhor – disse Dunga.

Recife tem uma ligação forte com a seleção. Em 1993, os jogadores entraram de mãos dadas no estádio do Arruda para enfrentar a Bolívia, pelas eliminatórias. Um gesto que virou símbolo da união da equipe que no ano seguinte conquistaria o Tetra nos Estados Unidos.

- Somos sempre muito bem recebidos aqui. A torcida tem demonstrado muito carinho e apoio. E temos que retribuir isso marcando gols e jogando bem – disse Robinho.

O Brasil não perde uma partida jogando em casa há quase sete anos (17 jogos). Mas foi justamente o Paraguai o responsável pelo último tropeço. Cuevas fez o gol da vitória por 1 a 0 do rival em um amistoso em Fortaleza, em agosto de 2002. Gilberto Silva, Kléberson e Kaká estavam naquela partida comemorativa pelo Penta.

O Brasil entra em campo tentando superar o algoz até agora destas eliminatórias. Após 13 rodadas, a única derrota da seleção foi justamente para o Paraguai. A partida de Assunção terminou 2 a 0 para o time da casa, gols de Santa Cruz e Cabañas.

O técnico argentino Gerardo Martino terá de volta o lateral-direito Darío Verón, o zagueiro Paulo da Silva e o atacante Cabañas, que estavam suspensos. O meia Jonathan Santana, recuperado de uma lesão muscular, também está à disposição. Mas a equipe vai estar desfalcada dos atacantes Nelson Valdez e Oscar Cardozo, além do zagueiro Julio Manzur, suspensos.

BRASIL PARAGUAI
Julio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber; Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano e Kaká; Robinho e Alexandre Pato (Nilmar). Justo Villar; Darío Verón, Da Silva, Julio César Cáceres e Caniza; Vera (Jonathan), Edgar Barreto (Ledesma), Víctor Cáceres e Riveros; Dante López e Cabañas.
Técnico: Dunga. Técnico: Gerardo Martino
Estádio: Arruda, no Recife-PE. Data: 10/06/2009. Horário: 21h50m (de Brasília). Árbitro: Óscar Ruiz (COL) Auxiliares: Abraham González (COL) e Wilson Berrío (COL).
Transmissão: A Rede Globo transmite ao vivo a partir das 21h40m.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha em tempo real a partida a partir das 21h15m (de Brasília).

Uruguai x Brasil – Transmissão ao vivo

Craques da seleção tentam o que jamais viram: bater o Uruguai em Montevidéu

Nenhum dos 23 convocados por Dunga era nascido em 1976, na última vitória brasileira no Centenário. Seleções duelam às 16h de sábado

Há 33 anos, o Brasil não vence o Uruguai no estádio Centenário, em Montevidéu. Palco da partida deste sábado, às 16h (horário de Brasília), entre as duas seleções pela 13ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Faz tanto tempo que nenhum dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para o duelo era nascido. Uma geração inteira que nunca viu a seleção vencer o rival sul-americano no local histórico da final da primeira Copa do Mundo.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Da esquerda para a direita: Robinho nasceu em 1984; Pato em 1989; Kaká veio ao mundo em 1982; E Elano em 1981. Desde criança, eles nunca viram o Brasil vencer o Uruguai em Montevidéu.

Dona Isabel, mãe de Gilberto Silva, ainda desconfiava que estava grávida quando o Brasil venceu o Uruguai pela última vez em Montevidéu: 2 a 1, gols de Nelinho e Zico, no dia 25/02/1976. A partida, válida pela Taça Atlântico, marcou a estreia do Galinho na seleção brasileira. E ele fez, de falta, o gol da heroica vitória brasileira, que terminou a partida com dois jogadores a menos em campo: Nelinho e Rivelino foram expulsos. De lá para cá, as duas seleções se enfrentaram sete vezes no Centenário, sem vitórias do Brasil.

Oito meses depois, Gilberto Silva nascia em Lagoa da Prata, cidade do interior de Minas Gerais, na maternidade Santa Eugênia com 59 centímetros de altura e pesando 3,250 quilos. O volante, um dos líderes do atual grupo comandado por Dunga, é o jogador mais velho da atual seleção brasileira.

Outros jogadores, como Alexandre Pato, ainda estavam bem longe de nascer. Os pais do atacante, Roseli e Geraldo Rodrigues, ainda nem eram casados. E o ídolo colorado só veio ao mundo em 1989. Enquanto isso, o tabu crescia. Em 1981, pouco antes do nascimento de Elano, o Brasil perdeu para o Uruguai por 2 a 1 na final do Mundialito, com 75 mil pessoas lotando o estádio Centenário. Dois anos depois, em 1983, Felipe Melo estava nos primeiros meses de vida em Volta Redonda, cidade do interior do Rio de Janeiro. E a seleção novamente saía derrotada, agora por 2 a 0, na final da Copa América.

Nove anos se passaram até um novo encontro, em 1992. O zagueiro Lucio, que já tem duas Copas do Mundo no currículo, ainda jogava peladas nas ruas de Brasília e sonhava ser um atleta profissional quando o Brasil perdeu o amistoso por 1 a 0. No ano seguinte, em 1993, Juan começava nas divisões de base do Flamengo. E Brasil e Uruguai empatavam por 1 a 1, pelas eliminatórias.

Em 1995, Robinho tinha 11 anos e corria atrás da bola nas ruas do Parque Bitaru, bairro pobre de São Vicente, na Baixada Santista. E viu pela televisão uma nova derrota do Brasil para o Uruguai no estádio Centenário. Após empate por 3 a 3, a seleção foi eliminada da Copa América ao ser derrotada por 5 a 3 nos pênaltis. O atual técnico Dunga e o auxiliar Jorginho faziam parte daquele time.

- É difícil ganhar do Uruguai em Montevidéu assim como é difícil também vencer a Argentina lá (em Buenos Aires), do Brasil em casa, da Itália, da Alemanha. São seleções que crescem muito jogando no seu país, tem toda uma atmosfera favorável. O Uruguai ainda tem a particularidade da raça – disse o técnico Dunga.

Em 2001, o goleiro Júlio César virava titular do Flamengo. E Kaká disputava o Mundial sub-20, na Argentina. Enquanto isso, o Brasil perdia novamente: 1 a 0 nas eliminatórias. O jogo foi marcante. Foi a última partida oficial de Romário com a camisa da seleção. Supostamente envolvido em uma farra no hotel da seleção com uma aeromoça na véspera da partida, boato que nunca foi confirmado, o atacante após a derrota deixou de ser o homem de confiança de Felipão para nunca mais ser convocado.

- Acho que os jogos contra o Uruguai são mais difíceis até mesmo dos que os contra a Argentina. Eles têm uma marcação muito forte – disse o goleiro Júlio César.

A última partida da seleção brasileira no estádio Centenário foi em 2005. Alexandre Pato e Ramires nem eram profissionais ainda. Empate por 1 a 1 pelas eliminatórias. Dos jogadores da atual seleção, quatro estavam em campo naquela partida: Lúcio, Luisão, Kaká e Robinho.

- Foi uma pressão muito grande. Levamos o gol e saímos para o jogo e conseguimos empatar. Se conseguirmos segurar bem a pressão, temos ataque bom para fazer gol – diz Lúcio.

O tabu virou até motivo de brincadeira no hotel da seleção brasileira nesta sexta-feira. Um repórter brincou com Luis Fabiano ao perguntar o que seria mais fácil: o Uruguai voltar a ganhar uma Copa do Mundo, o que não acontece desde 1950, ou o Brasil vencer o Uruguai em Montevidéu. O atacante começou a rir e saiu-se bem na resposta.

Thiago Lavinas/GLOBOESPORTE.COM

Luis Fabiano durante o treino desta sexta-feira

- O pior é a gente não vencer amanhã (sábado). Aí vai ficar complicado.

O Brasil está em segundo lugar nas eliminatórias com 21 pontos e tem a melhor defesa da competição com apenas cinco gols sofridos. Já o Uruguai está em quinto, com 17 pontos, e tem o melhor ataque com 21 gols marcados.

Para o técnico uruguaio Oscar Tabárez, a partida tem um saber de revanche. No primeiro turno das eliminatórias, o Brasil venceu por 2 a 1, no Morumbi.

- Sim. É uma revanche porque tanto lá (no Morumbi) como na partida pela Copa América (em 2007, quando o Brasil venceu nos pênaltis) jogamos de igual para igual e, em alguns momentos, os superamos – disse Tabárez à imprensa uruguaia.

URUGUAI BRASIL
Sebastián Viera; Pereira, Valdez, Diego Godín e Cáceres; Jorge Martínez, Diego Pérez, Sebastián Eguren e Alvaro Pereira; Suárez e Diego Forlán. Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Técnico: Oscar Tabárez. Técnico: Dunga.
Estádio: Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Data: 06/06/2009. Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Saúl Laverni (ARG). Auxiliares: Gustavo Esquivel (ARG) e Ariel Bustos (ARG).
Transmissão: A Rede Globo transmite ao vivo a partir das 16h.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha em tempo real a partida a partir das 15h45m (de Brasília).

Títulos estaduais estimulam brincadeiras e fazem a festa dos humoristas

Torcedores usam a criatividade para não deixar a conquista passar em branco e, claro, provocar os rivais

Divulgação/Divulgação

Propaganda brinca com o símbolo santista

Principal ingrediente dos campeonatos estaduais, a rivalidade entre os clubes e os torcedores fica ainda mais aguçada nos momentos decisivos da competição. Após o último domingo, com a definição de muitos campeões por todo o Brasil, as gozações tomaram conta das torcidas e viraram matéria-prima rica para os humoristas.

Em São Paulo, após o título do Corinthians sobre o Santos, uma propaganda divulgada pelo patrocinador do Timão, onde um peixe (símbolo do rival) é enrolado com um jornal que destaca a conquista corintiana, gerou polêmica com os santistas.

Reprodução/KibeLoco.com.br

‘Kibeloco’ lembra da vantagem rubro-negra sobre os botafoguenses em decisões

O tricampeonato do Flamengo em cima do Botafogo deu margem às brincadeiras com os alvinegros no Rio. O site “Kibeloco” criou uma espécie de cartão de fidelização com as seguintes frases: ” Cliente Vip. Membro desde 1992 (ano do título brasileiro do Rubro-Negro). Depois de tantos anos, não pode ser considerado apenas um freguês”. O “Bola nas Costas” lembra que o Vasco havia sido o primeiro tri-vice, e que agora só faltaria o Fluminense.

O “Bola” não esqueceu o Campeonato Mineiro, onde o Cruzeiro levou o título com facilidade sobre o grande rival, o Atlético: “Perder um título é humano, perder todos é atleticano!”.

Bola nas Costas/GLOBOESPORTE.COM

‘Bola nas Costas’ lembra da conquista celeste no último domingo

Conheça os perfis dos 11 treinadores listados no livro de Maurício Noriega

Brandão, Feola, Bela Gutman, Lula, Zagallo, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Telê, Luxemburgo, Felipão e Muricy foram selecionados pelo jornalista

Conheça a trajetória dos 11 treinadores relacionados como os melhores do Brasil em todos os tempos no livro do jornalista Maurício Noriega.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Lula, Telê Santana, Zagallo, Muricy Ramalho, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo (em sentido horário): entre os 11 melhores treinadores listados no livro de Maurício Noriega

Oswaldo Brandão – Em uma carreira de mais de 30 anos, Oswaldo Brandão marcou seu nome no futebol brasileiro. Em São Paulo, conquistou sete títulos estaduais. O mais marcante foi o de 1977, no comando do Corinthians, quebrando um jejum que durava desde 1954. Quando, curiosamente, também estava à frente do Timão. Foi campeão paulista também pelo Palmeiras (1947, 59, 72 e 74) e São Paulo (71). No Alviverde, foi bicampeão brasileiro em 72 e 73. Brandão comandou a seleção brasileira em dois momentos: em 1957, no Campeonato Sul-Americano e nas Eliminatórias para a Copa de 58; e de 75 a 77. Foi campeão do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (76). Faleceu em 29 de julho de 1989, aos 72 anos.
Vicente Feola – Bicampeão paulista no comando do São Paulo em 1948 e 49, Feola assumiu o comando da seleção brasileira um mês antes da estreia da equipe na Copa de 1958. E teve o mérito de convocar os melhores jogadores e alterar de forma eficiente o time durante a competição. Em 1959, voltou ao São Paulo. E em 1961, foi para a Argentina, onde foi bicampeão nacional com o Boca Juniors. Em 1964, retornou à seleção brasileira. Após uma preparação atribulada para o Mundial de 66, quando mais de 40 jogadores chegaram a participar da fase de treinamentos, não conseguiu repetir na Inglaterra o sucesso obtido na Suécia. Faleceu em 6 de novembro de 1975, aos 66 anos.

Bela Gutmann – Comandante do lendário time do Honved, o treinador húngaro decidiu ficar no Brasil após a passagem do clube de Puskas e companhia pelo país em 1957. No mesmo ano, foi contratado pelo São Paulo e introduziu no país novidades táticas e de treinamento. Foi campeão paulista pelo Tricolor naquele ano. Em seguida, voltou à Europa, onde comandou Porto e Benfica. No time de Lisboa, mais uma vez demonstrou sua capacidade, levando o time português ao bicampeonato europeu em 62 e 63.

Lula – Treinador do Santos durante a fase áurea do clube. De 1954 a 66, conquistou 38 títulos pelo Alvinegro praiano. Incluindo oito Campeonatos Paulistas, cinco Taças Brasil, duas Taças Libertadores e dois Mundiais Interclubes. Apesar da trajetória vitoriosa, sempre teve que conviver com a fama de que era um mero ‘distribuidor de camisas’ em um elenco repleto de astros, que jogavam sozinhos. Depois de deixar o Santos, foi treinar o Corinthians. E esteve no comando da equipe em 1968, quando o Timão quebrou o tabu de quase 11 anos sem vencer o Peixe em Paulistas. Apesar de tantas conquistas no Santos, nunca recebeu uma oportunidade na seleção brasileira. Faleceu em 15 de junho de 1972, com apenas 50 anos.

Zagallo – Único ser humano com quatro títulos mundiais de futebol no currículo, Zagallo atingiu o auge como treinador com apenas três anos de experiência na função. Dois anos depois de encerrar a carreira de jogador, assumiu o comando do Botafogo em 1967. E no mesmo ano foi campeão carioca. Repetiu a dose em 68. Três meses antes da Copa de 70, aceitou o desafio de substituir João Saldanha no comando da seleção. E mostrou competência ao conseguir encontrar uma fórmula para reunir craques como Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e Jairzinho no mesmo time, formando o que foi, para muitos especialistas, o melhor time de futebol de todos os tempos. Após a conquista no México, seguiu na seleção e ainda foi campeão carioca em 71 (Fluminense) e 72 (Flamengo). Mas teve o trabalho contestado na Copa de 74, deixando a seleção após o Mundial. Após passagens por países do Oriente Médio, voltou a trabalhar em clubes cariocas (Fluminense, Botafogo, Vasco, Bangu) sem grande sucesso. Em 1994, foi auxiliar-técnico de Parreira na seleção brasileira e assumiu o cargo do amigo após a conquista do tetra. Ganhou a Copa América e a Copa das Confederações em 97. Mas deixou o cargo após a derrota para a França na final do Mundial de 98. Após passagem pela Portuguesa (99), foi campeão carioca pelo Flamengo em 2001. Voltou à seleção em 2003, novamente como auxiliar de Parreira. Deixou o cargo após a eliminação do Brasil nas quartas-de-final da  Copa de 2006.

Rubens Minelli – Campeão pernambucano pelo Sport em 1966, Rubens Minelli alcançou o auge da carreira nos anos 70. Em 1974, chegou ao Internacional e alçou o clube a um novo patamar, conquistando o bicampeonato brasileiro em 75 e 76. No ano seguinte, transferiu-se para o São Paulo. E o troféu de campeão  nacional também foi para o Morumbi. Minelli foi até o ano passado o único treinador com três títulos brasileiros consecutivos. Feito igualado por Muricy Ramalho. Também teve sucesso no Grêmio (campeão gaúcho de 85) e no Paraná Clube (títulos paranaenses de 93, 94 e 97). Apesar das conquistas, não teve experiência na seleção brasileira.

Ênio Andrade – Campeão pan-americano em 56 como jogador com a seleção brasileira, Ênio Andrade iniciou a carreira de técnico em 1962, com apenas 32 anos. Seus grandes feitos foram as conquistas de três títulos brasileiros em um espaço de sete anos. E por três clubes diferentes: Inter (79), Grêmio (81) e  Coritiba (85). Também obteve sucesso no Cruzeiro, pelo qual foi campeão da Supercopa da Libertadores (91 e 92), Campeonato Mineiro (92) e Copa Ouro (95). Faleceu em 22 de janeiro de 1997, aos 66 anos.

Telê Santana – Jogador do Fluminense de 1951 a 60, Telê Santana iniciou a carreira de treinador em 69, exatamente no Tricolor carioca. E logo foi campeão estadual. Conquistou no clube também o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 70. No mesmo ano, foi para o Atlético-MG, também ganhando o título estadual. E o primeiro Campeonato Brasileiro, disputado em 1971. Em 77, venceu o Gauchão pelo Grêmio, interrompendo oito anos de domínio do Inter. Em 1979, levou o Palmeiras à semifinal do Brasileiro. A sequência de bons trabalhos fizeram o então presidente da CBF, Giulite Coutinho, convidá-lo para assumir a seleção em 1980. Formou o selecionado reconhecido como o melhor dos últimos 35 anos. Mas a derrota para a Itália na Copa de 82 causou a sua saída do cargo. Após passagem pelo Al-Ahly (Arábia Saudita), voltou à seleção em 1985. E ficou até a eliminação na Copa de 86, diante da França. Após treinar Atlético-MG e Flamengo, chegou ao São Paulo em 1990. E marcou época no clube paulista, ganhando dois títulos paulistas (91/92), o Brasileiro de 91, as Libertadores e os Mundiais Interclubes em 92 e 93. Além da Supercopa da Libertadores-93 e as Recopas Sul-Americanas de 93 e 94. Em 1996, sofeu uma isquemia cerebral, que o obrigou a deixar o futebol. Faleceu em 21 de abril de 2006, com 75 anos.

Vanderlei Luxemburgo – Lateral-esquerdo de recursos técnicos limitados do Flamengo nos anos 70, Vanderlei Luxemburgo eternizou seu nome no futebol brasileiro como treinador. É dono de um dos currículos mais vitoriosos do país, com cinco títulos brasileiros (um recorde), dez estaduais (oito paulistas, um mineiro e um capixaba), uma Copa do Brasil e dois Rio-São Paulo. Chegar à seleção brasileira era algo natural. Foi convidado para o cargo após a Copa de 1998. Apesar de ter ganho a Copa América de 99, deixou o posto após os Jogos Olímpicos de 2000, sem ter a oportunidade de disputar um Mundial. No final de 2004, após ganhar o Brasileiro pelo Santos, foi contratado pelo Real Madrid. No comando dos ‘galácticos’, não obteve sucesso e foi demitido em 2005. Voltou ao futebol brasileiro e conquistou novos títulos por Santos e Palmeiras.

Luiz Felipe Scolari - Felipão iniciou a carreira de treinador em 1982 no CSA-AL, clube em que encerrou a trajetória como jogador. Em 87, chamou a atenção no cenário nacional ao ganhar o título gaúcho com o Grêmio. Quatro anos depois, voltou a mostrar competência, vencendo a Copa do Brasil com o Criciúma. Após dois anos no futebol árabe, retornou ao Grêmio em 1993. E fez história no time gaúcho, ganhando títulos em anos seguidos: Copa do Brasil-94, Libertadores e Gaúcho-95 e Brasileiro e Recopa da Libertadores-96. Depois de treinar o Jubilo Iwata (Japão), retornou ao Brasil e assumiu o Palmeiras. No clube paulista, voltou a ganhar a Copa do Brasil (98) e a Libertadores (99). Além da Copa Mercosul-98. Após passagem sem brilho pelo Cruzeiro, foi convidado a substituir Leão na seleção brasileira em junho de 2001. E liderou o Brasil ao penta em 2002. Depois da conquista, mudou de seleção, indo treinar Portugal. Com a nova camisa,  chegou à final da Eurocopa de 2004 (vice-campeão) e às semifinais da Copa de 2006 (quarto lugar). Em junho do ano passado, foi contratado a peso de ouro pelo Chelsea. Mas foi demitido em fevereiro.

Muricy Ramalho – Jogador do São Paulo nos anos 70 e auxiliar de Telê Santana no clube na década de 90, Muricy dirigiu o Expressinho Tricolor que conquistou a Copa Conmebol em 94. Após ser bicampeão pernambucano pelo Náutico em 2001/2002, assumiu o comando do Internacional no final de 2002. No Colorado, foi campeão gaúcho em 2003 e 2005 e levou o time ao vice-campeonato brasileiro daquele ano, atrás do Corinthians, no polêmico Nacional marcado pelos jogos anulados devido ao escândalo envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho. Em 2006, retornou ao São Paulo. Foi vice da Libertadores, perdendo exatamente para o Inter. Mas iniciou uma sequência de conquistas de Brasileiros. Com o tricampeonato, igualou o feito de Rubens Minelli.